(In)compreensao
Sou apenas um incompreendido pensamento
sábado, 28 de maio de 2011
O silencio das palavras
Calo-me, calo me profundamente
porque, já não são as mesmas
nunca mais serão as mesmas
das que me incutiram
e das que experienciei
das que acariciei
das que amei
só me restam os que esqueci
permanece em mim, vazia, mais permaneci
mesmo que a minha vontade me ordene
já não há volta a dar, a não ser claro, voltar a amar
calar e beijar, julgar saber e nunca falar
amar perdidamente quem não encontrei mas
cais donde também tu partiste, solto e livre,
voltaste ancorado, posso afirmar também, triste
plataformas esvaziadas, para homens que ascendem o seu nome
calo me, como a única forma de protesto
contexto ainda que fora de contexto
os versos que compõem o meu ultimo texto
eu vejo, e bem, a desconhecida de braços despidas
feridas que avisto, não são meras coincidências
brisas do norte, tornados do sul, turbulências do oeste
navios afortunados, boas novas que trago em farrapos
cravos meu amor,cravos que te trago de terras agrestes
também trago comigo, menos gente do que levei
sei mais do que ninguém, que o amor...
ainda que lindo, não enche barrigas
brigas que me obrigam o passado
como se o tempo visse em mim um inimigo declarado
sei mais do que ninguém minha paixão, que eu não voltei
de joelhos desesperados, eu ouvi,gritaste o meu nome.............
faço meu amor, faço das tuas palavras as minhas e calo me.
breves raciocinios
abraça o silencio,
na ausencia de algo,
nao complica
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