sexta-feira, 30 de abril de 2010

"CHELAS"




Corajosos foram aqueles capazes de limpar as tuas lágrimas
Corajosos foram aqueles capazes de negar te um abraço
Corajosos foram aqueles que foram capazes de fechar os teus olhos
E tu? que não és corajoso? o que foste? espero que tenhas sido
as lágrimas dissipadas nas caras da rua....

Estas caras em que muitos ainda procuram amor
Na rua não há amor, não há  sentimentos nenhuns
E se nela encontrares algum, será com certeza dos que nelas se perderam
Peço te que os deixes por passadeiras e passeios, pelos becos e traseiras
Onde tudo a acontece, longe dos olhares da compreensão
Onde muitos ainda espancam a juventude, fumam a adolescência
Esquivam a responçabilidade que os inalam a inocência

Se envolvem nas curvas do olhar das traiçoes, sem noçao da leviandade
Despedindo-se da puberdade cada vez que a rua lhes rouba a virgindade
Nesta rua onde continuo à procura de razões que não me fazem odiar a segurança
Apagando qualquer vestigio das dilinquencias da sociedade sobre a incosciencia
Qualquer vestigios ainda inertes nas calçadas desta memoria do amanha

Para que possas tambem amar o hoje sem medo, no que se pode tornar
Sem medo de ser mas uma cara, mas um nome, mas um sentimento à solta

Mas uma esperança que morre antes sequer, de ser esperança
Sem medo de ser mas um verso perdido nas prateleiras da vida
Nestas vidas cada vez menos vividas pelas vizinhanças que se avizinham
E sei, e vejo que ainda acariciam o teu nome, a tua história
Mas não percas pela demora, logo logo, serao abafadas por uma ponto
Que nem reconsidera as reticencias, não pondera virgulas

Os contos são no meio de muitas outras historias que se tornaram mitos
Contorno as rotundas da razao tentando sair numa das inumeras perspectivas
E em nenhuma delas previa um final feliz para os que ainda derrama lagrimas por ti
Que imortalizem o teu nome e idealizam o teu pensamento
Mortalizem o teu sorriso para que um dia, la no ceu te possam amar

Há todos os que não tiveram uma oportunidade de o demonstrar nas favelas da vida
Vivam por ele, caminhem por ele, mudem por ele, amam mas do que um dia ele imaginou
Sejam tudo o que não teve oportunidade de ser, sejam o “mas” que o tempo lhe tirou
Sejam todas as fendas, defeitos, falhas, todas as lacunas que o sonho dele pudesse ter
Para que ele possa viver em cada vitoria, cada beijo, cada abraço,cada amor que esbanjas
Cada sorriso ao amanhecer e ao adormecer,a cada gota de suor esgotada entre eles
Em cada batalha que travas, possas gritar mas que o silencio um dia poderá exclamar

"Por Snake e pelo Snake o bravo Homem que um dia tive o prazer de conhecer"
                                                *MP*

domingo, 18 de abril de 2010

19/03/2010

19/03/2010


































19/03/2010

Foi sim senhor, foi esse o dia, não podia de maneira alguma ser outro.
Oh! Dia, sexta santa, na alma da sinfonia africana.
Hoje é o dia, hoje… o próprio, imaginei-te, imaginei-me também,
Como se não existisse mais futuro para antecipar, nem sonhos por sonhar.
Continuei imaginando a cada par de meias, a cada calçado,
Creme, perfume, a cada acessório; não imaginei um vencido.
Pensado ao pormenor para a ocasião,
Fui com amigos, irmãos de arma, prisioneiros das colisões.
E assim fomos, o orgulho ia ao volante, e atrás levávamos a compaixão.
Bastava os três, esse dia era meu, não levamos mais ninguém.
A determinação, a disciplina e a teoria ficaram para trás.
Não havia lugar para terceiros, nem segundos.
A caminho, recebi uma chamada da paixão, ah, paixão!!!
Dizendo que a novidade também lá estaria, por pouco tremi.
Mas quando queremos e desejamos algo sem ser outra coisa,
Manipulamos a realidade de tal forma que se torna possível,
Mesmo não sendo…

Por lá já nos esperava o amor, e a própria paixão.
Era noite de lua vazia, sem olhar para ela, nem sequer a vi.
Quis, como qualquer apaixonado, imaginá-la cheia, linda, e especial.
A chegada, a diferença pediu-nos que nos dirigíssemos à porta VIP.
Por lá não houve problemas com o poder e a brutalidade,
Até que transmitiam um gosto de apreciação e segurança.
O rancor, a raiva e a inveja também lá estavam à porta,
Com parceiras que não tive curiosidade em contemplar,
Que gostaram de nos ver entrar pelo portão do Éden.
Já no meio dos pecadores e santos, sentia-me único,
Porque estava com a especialidade; hoje era o dia.
E de longe avistei a felicidade, vestida de preto, sorriu para mim.
Beijei na face da minha paixão – que amor seria, senão fosse paixão?
Também vi o pesadelo, a espreitar, sem oportunidade para confirmar,
Rapidamente se escondeu entre a multidão indiferente,
A bagunça e confusão de sentimentos que lá se encontravam dançando.
Porque ninguém pensa no "ver para além do que os meus olhos mostravam".
Mas era inútil me enganar, não era um dia qualquer realmente,
Era o dia da minha execução, não da coroação como imaginara.
O trono não era meu, já lá estava um príncipe encantado.
Ainda tentei me vestir de sapo, mas também era inútil; já lá havia muitos.
Estava entre dois sentimentos, dois seres, totalmente indefinido.
Depois atrevi-me a olhar à volta, mas não vi mais ninguém,
Nem sequer o porquê, e a razão que eu deixei em casa,
Pensando que era desnecessário nessa noite; afinal fazia falta.
Ainda procurei o “SE EU SOUBESSE…” e o sentimento que trouxe comigo,
Já não era o mesmo; nunca o vi tão pequeno, tão amedrontado,
Ao lado da novidade que vestia a pele da alta sociedade.
O orgulho tornou-se no “NÃO POSSO CRER”, mesmo querendo,
Tentando chutar a realidade e se enganar sozinho.
Aí já não existia uma história, mas sim palavras soltas
E versos escondidos nos seus monólogos solitários.
No que sobrou, se havia algo completo, era eco,
Gago no próprio sentimento, faço e desfaço, em beijos e abraços.
Dancei com a promessa da paixão, como se estivesse só com ela no salão,
Mas sem nunca a valorizar… o meu olhar procurava a porta dos fundos.
A mente estava fechada, decidi sair pelo coração que já se encontrava arrombado, pela novidade que não tive prazer em rever.
A mesma surpresa não permitiu que lhe odiasse; foi comprando-me com simpatia,
Por cada copo de água benta, que aceitei com prazer,
Para afogar a certeza que me afogava a cada confirmação.
Cada beijo, cada olhar, cada movimento sensual de complexidade,
Dispensava um testemunho, dispensava a mentira ou verdade.
Amor…hum amor, procurando lugares de refúgio numa noite iluminada por sorrisos falsos… dizem que o encontrou, se encontrou? Não sei…
Deve ter encontrado, nunca mais o vi.
O sorriso que me veio trazer à porta decidiu ficar,
Encontrou mil razões para continuar vivo.
Tudo é razão quando queres manter a esperança que já se despediu.
Nesse dia criei algo novo, um sentimento novo, não sei qual é,
Mas só pode ser novo, porque nunca me tinha sentido assim,
Nunca me senti tão… tão… tão qualquer coisa.
E logo eu? Eu? Que te amei paixão, quando ninguém o fez? Logo eu?
Eu que te amei amor, com todas as minhas partes, todas.
O bater sinfônico do coração já não se encontrava só no coração,
Agora se espalhou por todo o corpo, tornei-me numa cicatriz, numa ferida, que cura pode haver?
“São feridas que não saram por não serem feridas.”
“São amores que não amas por não serem amores.”
Nunca vi horas tão longas, tão desapontadas com os segundos.
Vivi uma vida numa só noite, demasiados sentimentos.
A saída… a rua que me viu entrar perdeu o rastro do sentimento,
A cara que lhe era familiar já não reconhecia o meu nome.
Como se não bastasse, fomos surpreendidos pelo ódio,
Já a compaixão avisara, mas o orgulho, teimoso como é, ignorou.
E lá estava o ódio, como sempre indesejado pelos renegados,
Que fez uma enorme rusga no que restava do caco da minha compreensão.
Breve não foi, mas foi breve a imensidão da madrugada.
Sabendo que o sol espreitava uma oportunidade de iluminar,
De mostrar a todos a cara da decepção – é verdade… tem cara.
Mas… foi esse o dia… foi esse o dia… o dia em que…
Amores vão, amores vêm, nenhum permanece, nem igual nem semelhante.
Sim! Continuo a escrever para algo que conheces.
Se existe um sentimento que me deve explicações, és tu.
Não importa o que faça, nem o que não faça, é déjà vu.
Por mais que tentemos agarrar alguma coisa,
Acabamos sempre por perdê-la.
A única coisa que permanece são os sentimentos,
Os laços que nos embrulham, como presentes de alguém,
Alguém que nunca irá recebê-los, por mais que os embelezemos.
“E se um dia tiveres que contar a coisa mais importante do mundo a alguém,
Mas sabendo que não valorizaria, ou nunca acreditaria, o que farias?”
Não sei, apenas me lembro que nesse dia, já quase de dia,
Nesse dia único, sem PROMESSAS DE FELICIDADE,
Dormi nu… sem almofada, sem manto para me proteger da forte brisa na nuca,
Sem pressa do amanhã, deitei-me numa cama feita de VERSOS PERDIDOS em lágrimas.
MAS NÃO CAEM, NÃO… NÃO CAEM, PORQUE HOJE, HOJE DEVIA TER MORRIDO,
MAS EU NASÇO E MORRO TODOS OS DIAS,
E NESSE DIA… NESSE DIA EU NASCI NOVO.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

POR TI GALIA

Por ti Gália, só por ti Gália
Porto de lamentações, corações feridos por milha
Negreiros por escotilha, sonhos mortos num dia
Filho ilegítimo em cada ferida amada a distância

Por não ser aceite, choro lágrimas de desespero
É… Outra vez choro, é… outra vez, não por ti Gália
Choro por uma África mal amado a milhas de distância
Que pela minha cor se comprometeu a ser padrasto
E é a dor de um pai que não me reconhece pela mesma…
Abandonado a minha sorte, que o azar troce como prenda

Filho bastardo, que amou demasiado
Sentado no colo do relento, contemplo o berço de D. Afonso Henriques
A minha morada é onde me levam os meus sentimentos
Hoje estou cravado nos murros do castelo de São Jorge
Sou parte da canção de Lisboa, sou parte da Amália
Sou o soldado de lata, bravo nas notas da maia

E se me resta Honra, esta contida no brasão da mansão
Da analepse a priori, irei sentir a emoção de os ver partir
E espero que encham os mares do Colombo ao Diogo Cão
Sei que a esperança foi o primeiro a cair
Sem permissão da razão, que se ajoelhou perante o coração
Beijei o solo fértil da nação, que acolheu as minhas lágrimas de emoção

Sem lembranças para vasculhar
Eu vou me deitar e descansar
Porque eu sei que sou o tal
O português que nunca encontrou o seu Portugal


Sereno canto

Sereno canto

Eu ouvi um sereno canto
Era de madrugada
Cuidadoso eu puchei do manto
Ai ja nao era de madrugada
Fui ate ao outro canto, ao outro lado
Que me oferecia uma vista timida do mundo
Em passos assustados e tremulos caminhei
Nessa curta viagem, mil coisas pensei, imaginei
Nesse sereno canto, nesse tao pacifico chamamento
Fui o que nao compreendia o  caraçao
Senti o que nao compreendia o pensamento
Algo em mim explodira, arrebentara, espandira
Ao abrir a janela, apercebi me da caixa da bandora,
que no entanto abrira e me assustara
vi o que os meus olhos nao queriam ver, nem se quer observar
vi o que todos recusam ver, sentem mais recusam acreditar
senti mil sensaçoes diferentes, demasiados emoçoes
aquelas desconhecida acçoes, bloquiavam me as reaçoes
vi um mundo em desacalabro, um mundo em desespero
gritos silenciosos, silencios murmurosos, mermurosos perdidos

com tantas magoas e sofrimento que e cada coraçao vejo um muro
um muro costruido a base do diferente, do medo, e do desconhecido
seres mecanicamente sem sentimentos, colectivamente mecanizados
rendidos ao encanto do que é futil, banal e matrializado
tudo isso em 5 segundos, procuro conquistar mas 5 segundos de respostas
assusta me a possibilidade de nunca chegar a conhecer a razao
a razao do medo de sermos vulneraveis aos sentimentos, essa razao
que tu procuras, que eu procuro, essa razao é a (in)compreensao
essa razao de so dar valor ao amor, quem conheceu a solidao
essa razao propoem me paz, em tantos seculos de guerras
podera um homem sangrento viver so de pao e leite?
Vive toda a minha vida nu e agora quem me veste?
Fui plantado em terra agreste, com excesso de pestecida nada cresce
O crescimento sempre dependeu da liberdade e da creosidade
A evoluçao das incertezas, criticas e da procura incansavel
Vejo os dias apois dias a vossa caminhada em terras sem agua
A cede que vos hidrata é insaciavel
Alimentam-se da esperança, da hipocresia e da incoerencia
Escravos do trabalho, do dinheiro, adeptos da penitencia
Procurei razoes que a minha compreensao desconhecia
Procurei imoçoes que o proprio deus regeito no sexto dia
Essa razao o levaram a descançar internamente no setimo
Foi entao que os meus neuroneos deram um grito de culpa
Foi entao que me aprecebi da responçabilidade que me assombra
Serei eu parte da situaçao actual deste culto?
deste padronizaçao do mundo»
Parte das porcarias que os meus olhos ocultam?
sera o meu coraçao vagabundo e a mente inculto?
serei eu parte deste aulocastro, deste lixo, deste pensamento etico?
desta palavra destorcida sem ego, deste amor que paira no ar, mas sem eco?
Este tao cereno canto, esse tao lindo chamamento
Era um temulto de angustia, um pedido ajuda, um grito de protesto
Esse processo que o envadia, era lenta, difinindo a pressa de um sonho
Vejo a importancia de cada um,de todos, começando no meu contributo
Sinto que cada um de nos é um encanto num canto obscuro
Um encanto sem luz propria, elumino te amando ti, sendo tu meu proximo
E quando me apercebo que o meu sonho torna se grande quando o pratilho
Nesse momento amei te como uma dadiva sem ti ver
E amei me como o sonho de um mundo sem me compreender

Se eu fosse

Se eu fosse a gota de lágrima que esquia no teu rosto
Sem vontade, nem pressa de atingir o solo
As vezes de amor, as vezes de dor, muitas vezes de incompreensão
Lágrimas incontroláveis, as vezes fora de tempo, mas sempre de dentro emoção
Em vão, enquanto não abraçares o presente elas não mudaram o passado
Errado, erros abraço, magoas beijo, a perfeição do mundo
Se eu fosse o amor que brilha sem apreciação no teu olhar
Que tu recusas entregar, e no teu colo repousar, do tempo descansar
Domesticar esse coração que sempre correu sem saber onde vai
Cai, na loucura de ser um louco, o pensar o dificulta sei
Refugiar esse sentimento esse teu medo da morte
Norte sem sul? Azul seria o céu, assim sou eu, não aceitar a sorte
Colisão de sonhos e interesses assim se resume o azar
Mar, lindo é o lar, respirar a dor e amar o ar
Ai se eu fosse um mendigo
Digo te sim, ai se eu fosse um mendigo
Penso que o sou, vou para onde mendigo sentimento
Venço a dor amando o momento
Sendo eu crente, acredito no que mendigo
Sigo de perto, sigo o que acredito
Sem pressa, nem receio que no sonho me perca
Venha dai, que parto daqui, em pólos diferente, quero que tu me vejas
Amas? Será que me amas? Neste sentimento sem tutor
Serás digno no dia que amares a dor
Por de lado o amor porque o ódio já amou
Vou amar quem nunca ninguém amou
Vou odiar quem sempre me amou sem saber porque sonho
Toou determinado, sonhando, pensado e concluído, sei que serei esquecido
Mentindo a realidade, por provar que a mentira poderia ser verdade
Se eu fosse o suor que deixei na lembrança
Seria a lança que ultrapassa a arca da esperança e avança
Chegaria eu mas depressa com a luta do que com a herança
Se eu fosse o momento onde ninguém amasse e abraçasse o fim
Seria eu o FIM

A despedida


Eu vou para lá
Penso que sim, deve ser outra margem
Todos o afirmam, todos dizem que sim
Quem sou eu para dizer que não
Se não um sentimento, restos de sentimentos
De todos que já marcaram a minha vida
Tanto pelo negativo como positivo
Deve ser desta, não há outra
Nunca ouve outra, então é desta
Eu gostaria de deixar uma legacia
Mas não posso afirmar que o deixo para trás
Se ninguém me diz onde me encontro
Se é afrente, no meu, no inicio, no fim, atrás.
Que triste, talvez porque ninguém faz a mínima
De qualquer forma vou, sem opções de escolha
Sem liberdade, sem direito, sem conhecimento
Deve ser o destino, seja la o que isso for
Vida minha escrita em letras de título negros
Morte que não é minha, escrita já gasta, no canto inferior direito
O resto, são rascunhos deitados fora, notas destorcidas
Do pouco que se aproveita, é do pouco onde me deitam
Corpo esperançado, sem sinais de luta nem de tentativa de ser voz
Vá lá, Vai continuar o teu livro, que eu já o li
só tem duas palavras, o resto? São histórias por contar
História de embalar adultos, que ninguém quer ouvir
Histórias de apaixonar qualquer criança pela vida que a espera
Historias que todos recordam por partes, e tu que és dono delas, nem metade
Se são historias? Lá isso são, sem ser outra coisa
E os actos, em que quadras se encontram? Em que quadro foram elas pintadas?
A preto e branco não restam dúvidas, furtadas de ti pela sociedade
Presas num quarto longe das vistas, dos que viram demais, sabem de mais
Ouvem demais, Pois também perguntam demais, são eles os demais
Sim, estão amais, capazes são eles de memorizar os meus actos
Mas do que servem eles se não são capazes de implorar por um sentimento meu?
Tudo que fiz de mal são versos perdidos, e de bom estão eles esquecidos
Serei eu banido? Faço por isso, quem sabe um dia falem de mim
Não só de mim, mas também de mim, do que eu próprio esqueci
Corpos por abraçar, palavras por dizer, versos por ditar, caras por amar
Vive tudo em despedidas, independente da minha razão de vida
Parto sem me despedir dos que me despediram, sem saber se foi realmente a despedida