terça-feira, 14 de abril de 2009

Mil Milhas



São mil milhas são mil quilómetros de nos
Mas mil sonhos a profundidade a mil nos
Navegamos por oceanos sem fim
Corremos por caminhos dias afim
Levamos nos braços os sonhos de cetim
Cravados nas profundidades dos versos de M_P

Mesmo que chova torrencialmente
Mesmo que me arrastem as correntes
Nunca sairei da minha rota
Nunca desistirei da minha aposta

O vosso deus quis duvidar das minhas capacidades
Para com os meus sonhos ousou duvidar da minha fidelidade
Mas falhar em mim nunca foi opção
Sou um negro com o coração nas mãos
Imortalizado não irei para o cachão
Porque minhas ideologias se tornaram bênção

Eu nunca perseguirei os meus objectivos
Sempre serei o meu próprio sonho
Fui o que nunca quis e fiz o que sempre quis
Posso voz garantir que não foi ser feliz

Tudo que voz peço é compreensão
Tudo que rejeito é miragem e ilusão
Vivo nas estrelas me ambiciono com a terra
Bela, única, espero que ela nunca morra
Morro para que um dia junte o vaticano e a meca
Espero, com as minhas ideologias possa revolucionar as guerras
Espera por me, caça por me, porque antes presa do que ferra

A única forma de provar o quanto nos magoaram
É amar mas o próximo do modo que não nos amaram no passado
Por isso para todos que me deixaram, para todos que me abandonaram
Sabem uma coisa, amo-vos e mas nada, amo vos mas que tudo
Podes pensar que sou do tamanho do teu sonho, mas eu sou enorme
Porque mesmo odiando me, amo te ate ao limite do meu entender
e quem não compreende isso não é digno de me ouvir, ter, ler e amar

As vezes avisto a esperança de longe, sem me ouvir dizer que o queria
Rapidamente se apercebe da tentativa, vira me as costas e se distancia
Eu vou para onde pertenço
Onde é o meu lugar
Vou para o topo onde pertenço
Eu vou para onde não vai o mar
Eu vou para onde o vento não me pode levar
Eu vou onde o ódio reside e mesmo assim te poça amar