terça-feira, 30 de junho de 2009

(M)irian (P)alla

(M)irian (P)alla

Procuro sim, (in) compreensão vem

Vem a mim, veio ao MP

Mas ela veio sem ti

Mas eu não vou a lugar nenhum sem o teu perdão

Que me digas que sim depois do não

Riu me com milhões, mas choro sozinho

A única forma de provar o quanto eu errei contigo

É amar mas o próximo de forma que nunca te amei

É beijar, falar, é simplesmente abraçar como nunca te abracei

Este presente manchado de lágrimas de amor

Capitalismo de sentimentos racistas, só cultura e cor

Nos somos livres dos nossos actos

Mas prisioneiros das consequências

O esforço que o silencio me obriga provoca me lágrimas, vontade de ser voz

De ser sincero, de falar; dizer; gritar; murmurar seja lá o que liberta o amor que vem atrás

Não choro pelo que me disseste, nem por aquilo que não disseste

Também não choro pelo que te magoei, nem pela falta da solidariedade do perdão que não me consentiste

Muito menos choro pela falta de compreensão do mundo

AH! Isso, já deus preencheu os mares com choros de abandono

Choro por mim, sim choro por mim, apenas e simplesmente por mim

Pela incapacidade de ser sincero com o mas profundo do meu ser

Fui um mendigo no teu coração vagabundo

Carrego um sentimento, no meu ver muito pesado

Já não suporto as hipocrisias do tempo e as cruzadas dos espaços

Vagueio entre dois mundos, dois pensamentos

Tento ver mas pessoas mas só te vejo a ti, vultos

O caminho é longo se eu tivesse 3 desejos

Não sei para onde vou, por isso estou rendido de joelhos

Alguma coisa dentro de mim, me diz que foi mesmo o ultimo beijo

Juntei colinas, montanhas, exilei a lua para abrigar o sol

Em cima das colinas da Alameda, a vasta vista da faculdade

O vasto conhecimento da historia da razão e do que é verdade

Vasculho freneticamente as tremulas lembranças

Tentando encontrar uma imagem nítida e segura tua, um gesto de esperança

Agora vejo o teu sonho a grande distância e avança

O vento traz me a melodia “queiro”

Eu sei que tenho todo tempo de mundo para dedicar lá a ti “é vero”

Dizem que há lugares que são pequenos abrigos

Onde podemos fugir ao carrasco dos sentimentos

Se este lugar existe, porque não o encontro

A tua existência é exterior e independente a mim

Se não possuis uma gémea o que fazes tu no meu interior, diga me?

Eu tive contigo dias e noites tímidos que se apressavam a vaguear

A vaguear para longe de tudo, fora das 24horas, do limite do pensar

Ainda me lembro da tua casa, da cama, do que é deitar ao teu lado

Por cima de lenços brancos e transparentes do nosso passado

Eu sei, sim já ouvi dizer que te mudaste para o presente

E acho bem, agora estas mas próximo de mim, de pensamentos indecentes

Mas os quarteirões que separam os nossos”crer”, dos nossos “poder”

São fileiras de amanha-ateus que me ofuscam a vista do meu te “ver” e ter

O L.A.R, que se dissipa as gotas do meu amor, nesse nosso dia perdido

Sentindo o tempo amigo do sentimento, peço te que mudes para o futuro

Vim de tão longe para te exigir que nunca me esqueças

A magoa que ainda guardas por mim, que nunca desapareça

As cicatrizes são lindas, provas que existi, são marcas do tempo

Foram elas más? Acuso me, se preciso de um advogado, só os meus versos

Lembra te e nunca te esqueças, que não te deixei ir por não te amar suficiente

Mas sim por não ter comprimento eficiente nos braços para te abraçar ternamente

E se por via do azar perguntarem como te magoei?

Diga lhes que foi por um olhar, foi da forma que te beijei

Da forma como respiramos junto o ar, da maneira que te abracei

E se por via da sorte perguntarem como te amei?

Hum! Não respondas, simplesmente chore, chore e chore

Como a chuva nas tardes melancólicas nas colinas, chove, chove, chove

Assim como o sol nos fugiu das mãos, da visão que o tentava abraçar

Corremos das gotas da saudade, da verdade que nos queria entrelaçar

E se questionarem te sobre A.M.O.R?

Fala-lhes silenciosamente, seja uma sábia

Abraça-lhes forte mente e sorri sem eles

Pois eles não te compreenderão

E se depois disso, insistirem nas razoes da despedida?

Nesse momento, não penses em nada, Corra, corra mais rápido possível, corra para longe

Não penses, nem ames esses segundos, vai para onde vão os monges

Seja como a morte, sem horas, sem explicações, seja a própria despedida

Sim, eu sei que sou prisioneiro do meu amor por ti

Mas que importa mais? Já não quero ser livre

Dizem que o destino é uma questão de escolha

Então que o tempo ponha em vigor a minha

Eu sei que querem saber qual é

Pois quando a razão nos consome e o amor nos foge, só nos restará a esperança e a fé

Mas nada importa, Se não dou a luz ao teu tempo

Nada importa mesmo, nem o alento dos outros, se de lento não amares com talento

Nada importa, se decoro o espaço inexistente e ela nunca me pertenceu

Nada, mas nada importa se abraço a razão e cuspo na cara do coração já me escureceu

Padeceu no meu olhar o amor, porque o esbanjei pensando que era infinito

E dói me, dói me imenso, tanto, porque o presente nunca será futuro

E o passado que é único que importa, nesse, estou lá sozinho

Agora mas nada importa, nada resta mas do que importa

E tudo que importa é tudo que me resta, pois nada mais me importa


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quem sou eu


Quem sou eu?
Ah!! Ficarias pasmo se soubesses quem sou
Se acreditasses e me amasses
E já agora quem és tu?
Quem és tu que tanto me criticas e questionas
Que não me invejas, nem te ambicionas
E porque queres saber?
Será que me ajudas a viver? A crer e a lutar?
Ajudas me a ver? A observar e valorizar
E amar? Conseguiras tu amar por mim
Chorar por mim? Cair e erguer por mim?
E odiar? também consegues? Se não sabes voar porque não me segues?

Na ausência da razão, as milhas entre o amar e odiar num ápice invertes
Entristeces a cada pormenor nas minhas acções, olhas com atenção
Não me estendes a mão, pensas que eu não sei quem sou, sentimento que não vê coração
Nem me iluminas o chão, crês que não sei onde vou, evento sem show de emoção
Então? Porque te incomodas? Se sentes pena de mim, porque não fazes algo?
Vago esse teu sentimento, que não te orgulhes de ti, porque oco é o teu subsolo
Posso? Hahahaha, pelo menos compreenda o meu riso, já que não reconheces o meu brilho
Grito de dentro para fora, é hora da revolução, mas não te piso, de Deus também és filho
Nisso não tens razão, não és único, são muitos como tu, parados no tempo observam a vida
Linha padrão e mecanizado, não és um soldado bélico, és um deja vu, és um comerciante diva

Indiferente a minha luta, que não é menos luta que o da bósnia, a frente é diferente
Cores, culturas e raças diferentes, erros e dores, não encaras de frente, és indiferente
Mas a nossa capacidade de amar é a mesma, que tenhas pena, mas que me ames a mesma
Os primeiros passos são inúteis se não chegares ate ao fim, a morte nunca foi uma meta
Afecta me, cansei me, fartei me, deixa me em paz, magoou me o que o presente faz
La tas tu… Deixa me, eu não quero olhar para traz, porque sei o que o tempo traz
Vês o que eu vejo, mas ninguém vê porque fraquejo, beijo te abaixo do joelho
Escaravelhos dos túmulos, tumultos de incultos, estou de luto, morreu o tempo que é curto
Templos de ocultos, culto são, nessa sociedade que é culto, vultos no sentimento que propago
Via te inconformado com a morte, a chorar perante ela, não percebeste que a morte era vida
Inanimado estava, quando viveste no primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia
Lia eu os versos do MP, imaginava e sonhava poder ver a maravilha na peregrinação Humana
A forma como fotografaste as minhas lágrimas e nunca percebeste porquê que eu sorria
A norma, a lei, a ética e moralismo, panteísmo das relações que criaste e padronizaste
Enviesaste e normalizaste tudo que tu criaste e amaste, não perdoaste nada que não amasses
Viste e odiaste tudo que não idealizaste, não soubeste, deixar-te em tudo que encontraste
Partiste e deixaste marca em tudo que levaste, ficaste na memória dos que odiaste
Perdoa me seria eu digno de amar te? Tu com tanta capacidade de amar e na me amaste?
Pensaste? Não sentiste? Avançaste? Não paraste? Pisaste Agiste e me magoaste?
Sei que ninguém te ensinou a amar, azar? Deveria eu ter a sorte de te ensinar?
Lar que nunca tive, me permite sonhar, amor que nunca me deste permite me te odiar
Sabes porque? Porque amei, amei, amei, amei e amei, sem retorno, odeiem me de tanto amar
Enfrentar a escuridão que aloja o silêncio, que te construi, Luar que nunca te iluminou
Voou na faculdade que esbanjo, inútil, útil seria saberes quem és, só assim, saberei quem sou

Um pensamento entre Jesus E Judas


Judas, eu sou judas

Nao sei porqué longas sao as vidas

E mesmo nela nao vejo nenhum judas

Quem sabe na morte, que traio vidas

Nasci de regalias e vive de ajudas

Mas nao quero ser judas

Sera que tu me ajudas

Vivo de lagrimas e lutas

Venço batalhas entre judas

Sao elas tatuadas em batalhas e lutas

Sem tempo para odiar os de judas

Tu que me levantas, mas nao me ajudas

Tu que me abraças, mas comigo lutas

Tu que vives entre as promessas e juras

Es feliz porque ninguém te ama, serei eu a cura

Tu que odeias as mortes, e amas entre vidas

Tu que me invitas, tu que me convidas

Louvas Deus, neste mundo de judas

Reles a bilia de traz para a frente e mesmo assim nao me ajudas

Se sabes donde vens ainda bem, se nao sabes para onde vas porque nao me levas?

Se vives o amor parabens, se sabes como se ama porque nao a partilhas?

Se me odeias seras mas um, se es diferente porque nao me amas?

Se sabes quem es e pensas que tens razao, beija me judas

Beija me, beija me, beija me pela ultima vez

Que eu proprio te renegarei pela primeira vez

Porque eu nao sou judas, muito menos jesus

Nao sou nem escuridao nem se quer a luz

Nao sou odio e nunca serei amor

Se te consideras felicidade, alguem deve ser a dor

Para tu seres amada, alguem deve ter sido odiado

Pai de alguem que estas em algum lugar

Padronizado seja o vosso nome

Adeus de deus, anos venha o diabo ao nosso reino

Seja feita a vontade de alguem

Porque a minha ninguem quiz saber qual é

Assim na terra meu, como ceu teu

Pao meu, mao vossa de cada ateu

Nos renegai hoje, nos dai o amanha

Perdoai as nossas vontades e os demais

Assim como nos perdoamos a quem nos tenha amado

E nao nos deixe cair em tentaçao de odiar o mendigo

Mas livrais nos de nos, amen no fim e no principio

Nesse nossa perspectiva de comparaçao

Muito sangue corre em boca sem emoçao

Amas e conheces tudo que é de deus

E não conheces um sentimento teu

Reconheces a superioridade a anos-luz

Entao porque que ele nos fez?

Para nos ter de joelhos?

Para o amar mos e morrermos pro ele?

Porque sera que um ser construiria outro para morrer por ele?

Será necessário entregar a nossa vida a ele?

Sera que isso que nos torna mais seres humanos?

Nao sera ele a teoria e nos a prática?

Não seremos nos uns dupla imbativel?

Uma mentira sem verdade falível

Mas quem sera que dita o que é e o que nao é a verdade?

E a mentira? Sera ela despençavel a nossa vontade

E vontade do que é feita?

Com leis morais e eticas onde reside o correcto?

Continuamos a oscilar entre a razao e o nada

Sendo a razao aplaudido por toda a velha lembraça

E do nada surgiram de menos a sabia criança