segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quem sou eu


Quem sou eu?
Ah!! Ficarias pasmo se soubesses quem sou
Se acreditasses e me amasses
E já agora quem és tu?
Quem és tu que tanto me criticas e questionas
Que não me invejas, nem te ambicionas
E porque queres saber?
Será que me ajudas a viver? A crer e a lutar?
Ajudas me a ver? A observar e valorizar
E amar? Conseguiras tu amar por mim
Chorar por mim? Cair e erguer por mim?
E odiar? também consegues? Se não sabes voar porque não me segues?

Na ausência da razão, as milhas entre o amar e odiar num ápice invertes
Entristeces a cada pormenor nas minhas acções, olhas com atenção
Não me estendes a mão, pensas que eu não sei quem sou, sentimento que não vê coração
Nem me iluminas o chão, crês que não sei onde vou, evento sem show de emoção
Então? Porque te incomodas? Se sentes pena de mim, porque não fazes algo?
Vago esse teu sentimento, que não te orgulhes de ti, porque oco é o teu subsolo
Posso? Hahahaha, pelo menos compreenda o meu riso, já que não reconheces o meu brilho
Grito de dentro para fora, é hora da revolução, mas não te piso, de Deus também és filho
Nisso não tens razão, não és único, são muitos como tu, parados no tempo observam a vida
Linha padrão e mecanizado, não és um soldado bélico, és um deja vu, és um comerciante diva

Indiferente a minha luta, que não é menos luta que o da bósnia, a frente é diferente
Cores, culturas e raças diferentes, erros e dores, não encaras de frente, és indiferente
Mas a nossa capacidade de amar é a mesma, que tenhas pena, mas que me ames a mesma
Os primeiros passos são inúteis se não chegares ate ao fim, a morte nunca foi uma meta
Afecta me, cansei me, fartei me, deixa me em paz, magoou me o que o presente faz
La tas tu… Deixa me, eu não quero olhar para traz, porque sei o que o tempo traz
Vês o que eu vejo, mas ninguém vê porque fraquejo, beijo te abaixo do joelho
Escaravelhos dos túmulos, tumultos de incultos, estou de luto, morreu o tempo que é curto
Templos de ocultos, culto são, nessa sociedade que é culto, vultos no sentimento que propago
Via te inconformado com a morte, a chorar perante ela, não percebeste que a morte era vida
Inanimado estava, quando viveste no primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia
Lia eu os versos do MP, imaginava e sonhava poder ver a maravilha na peregrinação Humana
A forma como fotografaste as minhas lágrimas e nunca percebeste porquê que eu sorria
A norma, a lei, a ética e moralismo, panteísmo das relações que criaste e padronizaste
Enviesaste e normalizaste tudo que tu criaste e amaste, não perdoaste nada que não amasses
Viste e odiaste tudo que não idealizaste, não soubeste, deixar-te em tudo que encontraste
Partiste e deixaste marca em tudo que levaste, ficaste na memória dos que odiaste
Perdoa me seria eu digno de amar te? Tu com tanta capacidade de amar e na me amaste?
Pensaste? Não sentiste? Avançaste? Não paraste? Pisaste Agiste e me magoaste?
Sei que ninguém te ensinou a amar, azar? Deveria eu ter a sorte de te ensinar?
Lar que nunca tive, me permite sonhar, amor que nunca me deste permite me te odiar
Sabes porque? Porque amei, amei, amei, amei e amei, sem retorno, odeiem me de tanto amar
Enfrentar a escuridão que aloja o silêncio, que te construi, Luar que nunca te iluminou
Voou na faculdade que esbanjo, inútil, útil seria saberes quem és, só assim, saberei quem sou

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