(M)irian (P)alla
Procuro sim, (in) compreensão vem
Vem a mim, veio ao MP
Mas ela veio sem ti
Mas eu não vou a lugar nenhum sem o teu perdão
Que me digas que sim depois do não
Riu me com milhões, mas choro sozinho
A única forma de provar o quanto eu errei contigo
É amar mas o próximo de forma que nunca te amei
É beijar, falar, é simplesmente abraçar como nunca te abracei
Este presente manchado de lágrimas de amor
Capitalismo de sentimentos racistas, só cultura e cor
Nos somos livres dos nossos actos
Mas prisioneiros das consequências
O esforço que o silencio me obriga provoca me lágrimas, vontade de ser voz
De ser sincero, de falar; dizer; gritar; murmurar seja lá o que liberta o amor que vem atrás
Não choro pelo que me disseste, nem por aquilo que não disseste
Também não choro pelo que te magoei, nem pela falta da solidariedade do perdão que não me consentiste
Muito menos choro pela falta de compreensão do mundo
AH! Isso, já deus preencheu os mares com choros de abandono
Choro por mim, sim choro por mim, apenas e simplesmente por mim
Pela incapacidade de ser sincero com o mas profundo do meu ser
Fui um mendigo no teu coração vagabundo
Carrego um sentimento, no meu ver muito pesado
Já não suporto as hipocrisias do tempo e as cruzadas dos espaços
Vagueio entre dois mundos, dois pensamentos
Tento ver mas pessoas mas só te vejo a ti, vultos
O caminho é longo se eu tivesse 3 desejos
Não sei para onde vou, por isso estou rendido de joelhos
Alguma coisa dentro de mim, me diz que foi mesmo o ultimo beijo
Juntei colinas, montanhas, exilei a lua para abrigar o sol
Em cima das colinas da Alameda, a vasta vista da faculdade
O vasto conhecimento da historia da razão e do que é verdade
Vasculho freneticamente as tremulas lembranças
Tentando encontrar uma imagem nítida e segura tua, um gesto de esperança
Agora vejo o teu sonho a grande distância e avança
O vento traz me a melodia “queiro”
Eu sei que tenho todo tempo de mundo para dedicar lá a ti “é vero”
Dizem que há lugares que são pequenos abrigos
Onde podemos fugir ao carrasco dos sentimentos
Se este lugar existe, porque não o encontro
A tua existência é exterior e independente a mim
Se não possuis uma gémea o que fazes tu no meu interior, diga me?
Eu tive contigo dias e noites tímidos que se apressavam a vaguear
A vaguear para longe de tudo, fora das 24horas, do limite do pensar
Ainda me lembro da tua casa, da cama, do que é deitar ao teu lado
Por cima de lenços brancos e transparentes do nosso passado
Eu sei, sim já ouvi dizer que te mudaste para o presente
E acho bem, agora estas mas próximo de mim, de pensamentos indecentes
Mas os quarteirões que separam os nossos”crer”, dos nossos “poder”
São fileiras de amanha-ateus que me ofuscam a vista do meu te “ver” e ter
O L.A.R, que se dissipa as gotas do meu amor, nesse nosso dia perdido
Sentindo o tempo amigo do sentimento, peço te que mudes para o futuro
Vim de tão longe para te exigir que nunca me esqueças
A magoa que ainda guardas por mim, que nunca desapareça
As cicatrizes são lindas, provas que existi, são marcas do tempo
Foram elas más? Acuso me, se preciso de um advogado, só os meus versos
Lembra te e nunca te esqueças, que não te deixei ir por não te amar suficiente
Mas sim por não ter comprimento eficiente nos braços para te abraçar ternamente
E se por via do azar perguntarem como te magoei?
Diga lhes que foi por um olhar, foi da forma que te beijei
Da forma como respiramos junto o ar, da maneira que te abracei
E se por via da sorte perguntarem como te amei?
Hum! Não respondas, simplesmente chore, chore e chore
Como a chuva nas tardes melancólicas nas colinas, chove, chove, chove
Assim como o sol nos fugiu das mãos, da visão que o tentava abraçar
Corremos das gotas da saudade, da verdade que nos queria entrelaçar
E se questionarem te sobre A.M.O.R?
Fala-lhes silenciosamente, seja uma sábia
Abraça-lhes forte mente e sorri sem eles
Pois eles não te compreenderão
E se depois disso, insistirem nas razoes da despedida?
Nesse momento, não penses em nada, Corra, corra mais rápido possível, corra para longe
Não penses, nem ames esses segundos, vai para onde vão os monges
Seja como a morte, sem horas, sem explicações, seja a própria despedida
Sim, eu sei que sou prisioneiro do meu amor por ti
Mas que importa mais? Já não quero ser livre
Dizem que o destino é uma questão de escolha
Então que o tempo ponha em vigor a minha
Eu sei que querem saber qual é
Pois quando a razão nos consome e o amor nos foge, só nos restará a esperança e a fé
Mas nada importa, Se não dou a luz ao teu tempo
Nada importa mesmo, nem o alento dos outros, se de lento não amares com talento
Nada importa, se decoro o espaço inexistente e ela nunca me pertenceu
Nada, mas nada importa se abraço a razão e cuspo na cara do coração já me escureceu
Padeceu no meu olhar o amor, porque o esbanjei pensando que era infinito
E dói me, dói me imenso, tanto, porque o presente nunca será futuro
E o passado que é único que importa, nesse, estou lá sozinho
Agora mas nada importa, nada resta mas do que importa
E tudo que importa é tudo que me resta, pois nada mais me importa
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