As cartas que a lua me escreve, do raiar ao luar
Contando me das razoes que o distanciam do sol
Sem desejo, nem o primeiro beijo, da primaria a precária
Na sua rota indesejável e das suas aventuras imaginárias
Ninguém sente a sua dor, reconhece o seu glamour, cheira o seu odor de cansaço
Ninguém ouve os seus gritos e as marcas de unhas no universo?
Preso no espaço, pelo tempo, sem noção do tempo, só tempo tem, ate a morte
Sem formas de pedir ao tempo, tempo para um último desejo: Andar a monte
Poder soltar-se, viver sem versos inúteis, emparelhadas, cruzadas e sem contexto
De galáxia em galáxia, planeta em planeta, poder percorrer a imensidão do universo
Poder em todas falsidades das caras indivíduas, deixar um beijo, do necessito ao preciso
E em cada mente uma historia, e em cada coração vagabundo, um pedaço do meu sorriso
O regresso escrever-se a em linhas tortas, para que todos o possam questionar
Por uma vez na vida, perceber o porque da mortalidade, e o desejo da imortalidade
Embora o inicio dessa viagem seja intrínseca, o fim dessa miragem só o sol conhece
Que com um simples gesto apaixonante, vive todas as aventuras do mundo
Foi essa tão curta vida, em tão longa viagem, que o sol perdeu o sorriso, e a lua as lágrimas
E hoje, apenas em todos os hojes, nem menos, nem mais tempo do que o hoje.
Esse hoje que eu próprio testemunho, procuro entrelinhas desses sentimentos
Procuro sem cessar-fogo, a razão dessa tão longínqua e compreensível desfasamento
“Chorei mas não sei se alguém ouviu, e não sei se quem me viu, sabe a dor que em mi carrego
E angustia que se esconde, vou ser forte e vou me erguer, ter coragem de crer
Não ceder, nem desisti, eu prometo vos crer nas palavras o conforto
Dançar no silêncio morto e o escuro, rua, que em mi a luz se esconde
Vou ser forte e vou me erguer, ter coragem de crer
Não ceder nem desisti… Eu prometo”
No momento que o Homem se encontrar, amara mas, mas perdera o amor pelo próximo
Nos passamos a vidar a procurar e identificar os nossos sentimentos mas profundos, desconhecendo que, o que procuramos é a “caixa de Pandora” agora posso afirmar que caiu em mãos erradas…”não temos a inteligência para utilizar a inteligência que temos”
Vida triste a nossa, vivemos décadas a procurar, encontrar, analisar, catalogar
Inventar línguas para depois traduzir, transcrever tudo para dizer a palavra amor
E morremos sem saber se afinal os momentos que deixamos com os outros foram
Os que realmente importava…
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