Duas décadas e ainda não descobri onde é que o ser Humano pecou
Duas décadas e ainda não percebem porque é que nada mudou
Foram essas duas décadas que me mostraram que o Homem é insaciável
Que o mundo tem dois lados e que nenhum deles é dispensável
Será que era capaz de amar verdadeiramente sem antes provar o ódio?
Será que o Homem viveria se não houvesse outro lado?
Um lado sem comparações, sem leis, sem poder contornar-los?
Sem aventuras que provêm de pensamentos inapropriados?
Um lado sem adrenalina de provar o fruto proibido, sem obstáculos no caminho?
Sem poder fazer algo que seja diferente do comum, uma fuga do ideal e correcto?
Um lado sem polícias, lideres, advogados e sem economia e condenados
Um lado sem fronteiras, sem prisões, sem tribunais e sem manicómios
Não será o Homem destinado a ter esses dois caminhos?
Não será ele o instrumento do mal e do bem?
Sem justiça prévia da opção de cada um?
Serei eu culpado pelos caminhos que escolhi, e culpado por ser quem sou?
Filho do meu pai e da minha mãe, que por sua vez culpados por serem quem são?
Será que escrevo porque quero, e tu só me lês e ouves porque és obrigado?
Quando é que somos nós donos das nossas decisões e caminhos?
Como é que tomamos as decisões quando não temos opções lógicas?
Quem é que as toma por nós? Deus? A sociedade? A família?
Ou seremos nós os actores das nossas incertezas e certezas, derrotas e conquistas?
E porque é que temos que decidir, porquê tomar opções, não podemos ser quem somos e ficar onde estamos? Será que prejudicamos pelo simples facto de não optar?
Sinto que pagamos por erros dos outros e os outros pelos nossos
E o porquê de existir sempre um culpado, um certo e um errado?
E quem é que decide isso? Quem… quem decide o que é preciso para ser feliz
Para um povo evoluir outro tem que estagnar ou sucumbir
E na presença de um vencedor, é-nos dado sempre um perdedor
Será impossível todos nós vencermos?
Será que estamos destinados a andar num caminho fechado, no ciclo da vida?
Num ciclo onde tem que haver um forte e um fraco, um rico e um pobre?
Pensado que os polícias são bons…e só existem porque o mal existe
Se não existisse o mal, muitos das profissões e sonhos não teriam existido
O comboio da nossa vida ainda é muito primitivo, para que possamos todos viajar confortáveis
E de dentro protegidos e intocáveis pelo tempo e espaço, poder usufruir a dádiva da vida
Mas por sermos muito humanos, e por termos numa mão o mal e noutra o bem
E sermos inatamente obrigados a utilizá-los uns mais que os outros
E o facto de existirem várias classes de pessoas, permite que o mundo evolua, mas a que preço?
E sendo o nosso comboio a vapor, tendo que haver um maquinista, uns da classe executiva, média, baixa, e fechando os olhos para não ver os que observam o comboio a passar sem possibilidades de o apanhar, sonhando apenas, e imaginando como seria embarcar nele em direcção aos sonhos
Será que sem esses elementos todos, o comboio da humanidade arrancaria da estação?
Obrigados a caminhar num ciclo repetitivo onde hoje somos predadores insaciáveis
Amanhã a possibilidade de ser presa da cadeia de interesses humanos
Num mundo onde nada é definido para além da morte, o resto é tudo simplesmente incerto
E a certeza de que onde mora a incerteza também reside a esperança
Que razões poderia o Homem ter para viver num mundo sem certezas de nada, sabendo que tudo tem um fim? E mesmo que viva correctamente, irá como todos morrer.
Nesse caso o que será que decide o nosso caminho e o modo como vivemos?
Temos opções individuais na hereteriadade, ou na sociedade?
Talvez no modo onde crescemos como pessoas, no nosso carácter, e atitudes?
Uma coisa é certa não sou eterno, por isso mesmo que me seja dado um minuto de vida
Tentarei ao máximo aproveita-lo e deixar a minha marca, e a ideologia que me define como “Homem pensante” de modo a que nos minutos seguintes o próximo possa pegar nela e dar-lhe uma continuação, acrescentando-lhe algo pessoal, e desse modo construir a pirâmide da razão das nossas existência como Ser e Humano
Nesse caso sê um Obama, sê Luther king,seja madre teresa, seja dali lama, um Malcom X, sê um Gandhi
E mesmo que nesse minuto não consigas ser todos, sê um fruto do sonho do pensamento M_P
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