E se eu vos dissesse em ninguém acreditaram
Que amor não existe mas sim Homens que amam
Vocês não me ouviram. Pois não sois minhas ovelhas
Eu me questiono até quando vos deixarei em dúvidas
E se eu em ti acreditasse e te confiasse um segredo
Visto que vives como um coleccionador de ossos inato
Nada do que ganhas, nada do que guardas permanecerá
Marca a diferença, deixa a tua marca, a verdade é que tu morrerás
E se eu egoísta não fosse e dividisse o meu amor
Se mortal fosse e partilhasse a minha cor e a dor
Mutável fosse nascesse branco, vivesse preto e morresse cigano
Mundo teatral, canta, dança, ri e finalmente bate palmas, és o fado
E se eu ti dissesse e mostrasse que o bom morre cedo
não basta praticares o bem, sê o bem, és único, sê belo
Tu nunca verás o bem que fazes, nem eu, mas inconsciente o sentirei
O teu fruto não provarás, iniciarás uma luta que eu terminarei
E se eu te visse onde todos te esqueceram, abandonaram
Porque fui eu espelho dum mundo reflectido do que outros pintaram
Porquê? Serás tu igual a mim e não tens direito à mesma oportunidade?
Eu sinto como tu e preso como tu, então lutarei pela tua liberdade
E se eu te provasse que nunca te iria abandonar
Mesmo a segundos de me teres magoado deixar de me amar
Remendarei as vezes que te não dei espaço para brilhar
Mesmo com o peito proibido de sonhar e a lagrimar
E se eu te fizesse única um tesouro, como tu especial
Agora podes te sentir amada desejada e crer que sou o tal
não tenhas receio, mostra-me outra margem atravessarei contigo mil
Vem avança sem medo, sai dessa vida em coma, desse hospital
E se eu corajoso fosse e desse a vida por ti
Será que te recordarias ou te lembrarias do M_P?
Será que finalmente sonhos concretizados vias em ti?
Aproveita as oportunidades entregues bandejas de cetim
E se eu te pedisse para me esquecer, se te transformasse numa desconhecida
Pela incapacidade de te fazer feliz, sabendo que seria mais uma ferida
Se eu soubesse que te perderia, nesse segundo consequentemente parasse o tempo
Será que já podias sonhar comigo, se no entanto apagasse o teu passado?
E se eu te provasse que eu inconsolado também choro
Que mesmo com os olhos nas estrelas, na terra com os joelhos toco
resistindo à vontade de desistir e a estrela mas brilhante não deixo, foco
lúcidos e cientes na hora que a morte nos convoca, serei único louco
Sem comentários:
Enviar um comentário