segunda-feira, 16 de março de 2009

E SE EU...





E se eu vos dissesse em ninguém acreditaram

Que amor não existe mas sim Homens que amam

Vocês não me ouviram. Pois não sois minhas ovelhas





Eu me questiono até quando vos deixarei em dúvidas

E se eu em ti acreditasse e te confiasse um segredo

Visto que vives como um coleccionador de ossos inato

Nada do que ganhas, nada do que guardas permanecerá

Marca a diferença, deixa a tua marca, a verdade é que tu morrerás


E se eu egoísta não fosse e dividisse o meu amor

Se mortal fosse e partilhasse a minha cor e a dor

Mutável fosse nascesse branco, vivesse preto e morresse cigano

Mundo teatral, canta, dança, ri e finalmente bate palmas, és o fado


E se eu ti dissesse e mostrasse que o bom morre cedo

não basta praticares o bem, sê o bem, és único, sê belo

Tu nunca verás o bem que fazes, nem eu, mas inconsciente o sentirei

O teu fruto não provarás, iniciarás uma luta que eu terminarei


E se eu te visse onde todos te esqueceram, abandonaram

Porque fui eu espelho dum mundo reflectido do que outros pintaram

Porquê? Serás tu igual a mim e não tens direito à mesma oportunidade?

Eu sinto como tu e preso como tu, então lutarei pela tua liberdade


E se eu te provasse que nunca te iria abandonar

Mesmo a segundos de me teres magoado deixar de me amar

Remendarei as vezes que te não dei espaço para brilhar

Mesmo com o peito proibido de sonhar e a lagrimar


E se eu te fizesse única um tesouro, como tu especial

Agora podes te sentir amada desejada e crer que sou o tal

não tenhas receio, mostra-me outra margem atravessarei contigo mil

Vem avança sem medo, sai dessa vida em coma, desse hospital


E se eu corajoso fosse e desse a vida por ti

Será que te recordarias ou te lembrarias do M_P?

Será que finalmente sonhos concretizados vias em ti?

Aproveita as oportunidades entregues bandejas de cetim


E se eu te pedisse para me esquecer, se te transformasse numa desconhecida

Pela incapacidade de te fazer feliz, sabendo que seria mais uma ferida


Se eu soubesse que te perderia, nesse segundo consequentemente parasse o tempo

Será que já podias sonhar comigo, se no entanto apagasse o teu passado?


E se eu te provasse que eu inconsolado também choro

Que mesmo com os olhos nas estrelas, na terra com os joelhos toco

resistindo à vontade de desistir e a estrela mas brilhante não deixo, foco

lúcidos e cientes na hora que a morte nos convoca, serei único louco

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