terça-feira, 17 de março de 2009

(M)ath_Prophecy


Tudo começou quando todos me abandonaram num vala
Nesse momento que os versos me serviram de bengala
Negaram me um colo, e os versos me serviram de consolo
Quando todos queriam que eu me rendesse as evidencias
Só os meus versos fugiram comigo
Meus versos...esses meus versos
Versos que abraçam o ontem
Choram o hoje e rejeitaram sempre o amanha
Versos que ninguém comenta
Porque não percorre as vossas veias
Os mesmos versos que serviram Fernando pessoa de abrigo
Nesses mesmos versos onde agora me refugio
Versos esses onde todos se perdem
E onde eu me encontro
Cada vez mais convicto e forte

As pessoas tentam pintar em tons cinzentos as minhas lágrimas
Peço desculpas se as desapontei, mas em mi já nem sangue percorre
Tudo mudou quando me negaram, perdi me na minha consciência
Cai na decadência, vagueei na faculdade e terminei no esquecimento
Agora choro em forma de letras cada vez que caio em mim
Flutuo no teu pensamento..atrapalhado..e no sonho sem sentido
Fiz do meu sonho realidade porque foi quem me acolheu
fujo da realidade porque para mim é pesadelo
dou por fugitivo porque a vossa ignorância me persegue
tudo porque um dia lhe apresentei a matemática
lógica de duas opções sem duas caras

Mais agora apresento lhe os versos
percebes cada palavra individualmente ate cada verso
mas nunca perceberas um conjunto de dois versos ou mas
porque cada verso é uma lógica....mas a junção de duas lógicas perde a lógica......L+L=NL.....escrevo com letras mas respiro matemática
filho ilegítimo dos ghettos e tenho o olhar marcado pelo tempo
e ser compreendido foi tudo que pedi
mas serei culpado por não ser coerente...?

não..ENTÃO DIGA-LHES....

Diga-lhes que fui culpado de não ouvir mas sim escutar
que fui culpado de não me entregar por medo
e também culpado por amar em demasia
Mas lembrem se de dizer que fui inocente de tanto sorriso na desgraça
Lembrem-se que fui um homem que viu pouco mas falou muito
Que vive no silencio
Entretanto só os cegos me viram e leram
Os mudos pararam e do seu amor me falaram
Os surdos as minhas ideologias com apreensão escutaram
Afinal de contas juntos escreveram os meus versos

MAS EU...

Eu nao escrevo porque sou escritor ou poeta
Nem porque gosto de escrever
Escrevo porque vivo, escrevo porque observo
Porque respiro, porque oiço
Escrevo porque me foi negada a voz
Porque me foi dada a liberdade
Escrevo porque foi a única maneira de expressar a realidade
Escrevo porque quero ser fotografo
quero captar a sociedade
mumificar la em palavras
focalizar, observar o mundo
matar a verdade nos versos, imortalizar a mentira

escrevo porque invejo as palavras, invejo cada letra
as palavras são mortais, elas são eternas, nunca são esquecidas
escrevo porque não me foi fornecida outras armas
para lutar pela minha imortalidade
escrevo porque as letras são uma dádiva
e o mundo muito puro e belo
para ser expressada apenas pelas falas
as vozes são mortais, nunca poderiam descrever realmente algo
escrevo porque não quero deixar nada nem ninguém para traz
escrevo porque unicamente nos versos há espaço para tudo e todos
escrevo porque quero ser o passado e o presente
escrevo sem esperança que o futuro me minta
e quero continuar a escrever porque tu necessitas
e mesmo que hoje não mo digas
espero que amanha me imortalizes e fales de mim
e diga lhes quem foi M_P


DIGA-LHES...

Que fui uma mistura de sentimentos e emoções
Que cai e dei trambolhões
Diga-lhes que nos segundos seguintes me levantei, ergui
E que depois do fim ainda vive e fui mas alem

DIGAS-LHES AINDA...

Caso perguntem como vive
responda que vive como uma melodia
Que nasce da palavra ” lágrima”
E que fui assassinado como um sorriso inoportuno
E não desejem que descanse em paz
Porque com guerra sou um soldado e sem ela não sei o que seria
Diga-lhes que não vive tudo que disse porque fui tudo que pensei
E se um dia perguntarem quem fui eu...
Diga lhes que fui um maluco
Porque ser lo...leva a compreensão
Que foi tudo que sempre quis

E DIGA-LHES TAMBÉM...

Que conversei com o silencio
Que não me falou mas senti que estava atento
Que observei os sentimentos
E vi que eles dispensam raciocínios
Que cheirei o ar
A partir desse dia respirei e bebi do mar
Que também escutei as reclamações do tempo
Dizendo me que os seus pupilos, não aprendem com ele
O tempo que me deu a provar o futuro
Era pouco mas mas creditei que era seguro
O tempo que me ouviu, ouviu me chegar, quando mas ninguém o fez

MAS NÃO ESQUEÇA DE DIZER-LHES...

que fui infiel
Que trai a matemática pelas letras
Mas deixo bem claro que ainda os amo...meus números
Meus lindos números… mas..será que posso ter dois amores?
Ai as letras...minha nova paixão deixei me cair no encanto das tuas inúmeras curvas
Ai meu Deus voz que fizestes o Homem
e por sua vez as palavras, louvado sejam os homens
e maldito sejam eles também
que não me escutam, nem me compreendem
tudo porque me acham preto, branco, feio ou bonito
eu dispenso apresentações
porque não sou de carne nem osso
e o que corre nas minhas veias não é sangue, já nem é lágrima
porque sou um soldado dos versos perdidos
que te acompanha no teu caminho delineado, com equações de sentido

MAS EU...
eu serei sempre um incompreendido pensamento
serei sempre as letras e os sentimentos
Eu sou e sempre serei
Duas palavras.....

Sem comentários:

Enviar um comentário