terça-feira, 17 de março de 2009

Se o mundo soubesse


Se o mundo soubesse o que me motiva
Porque é que a mulher me cativa
Ah!!mulher, mulher de ninguém
Ah!!mulher odeio te mas és bem-vinda, vem
Prima sobrinha de alguém, mãe filha já sem pai
Outra mulher o condenou, conjugou mas eu sei
A vossa existência é dogma, mas a capacidade uma adivinha
Resumes a minha vida a uma fútil sobrevivência, o coração em desavença
Tu trazes alegria e felicidade, tu trazes também a desgraça
Deixaste os caídos na praça, a bebida dera graça, a perdição vos abraça
Primos sobrinho de alguém, filhos e pais já de ninguém
Denominados seres inferiores o vosso monopólio detém
Com a vida em stundbye, cansados do vosso caminho
caídos na praça, o dia vos amassa, as noites sempre criança, ela vos abraça
se um dia beijaste a fé, so te resta acasalar com a esperança
e tudo que darás a luz é ruínas de pensamentos dispersos
sem dono, nada de novo, não serás o primeiro em submerso
assim cai mas um soldado que subestimou o ser feminino
assim foi um homem que um dia no seu braço se tornou num menino
criados numa sociedade em que cada homem nasce fera
perseguiste, caçaste ate no dia em que deixaste a vida em espera
será um mera coincidência ou inata consciência de predador
seja la o que for trás nos sempre mas dor do que deixar se elevar pelo amor
mas eu, eu me deixei inúmeras vezes levar pelo amor, pela mulher
Ahhhh!!! Ser denominada de mulher, o teu amor ultrapassa um simples crer
Ahh!! Mulher e as tuas inúmeras curvas
Ah!! Curvas, armadilhas, curvas sem saídas
Cada homem no teu encalço no teu caminho
É uma alma perdida no teu encanto sem destino traçado
Condenado a navegar ternamente na tua imagem
Tornaram se em ferra feridas e furiosas, ontem tratadas como criadagem
E hoje nosso hoje perdido, provaram mas uma vez que são tudo que o homem deseja
Precisa, cada relação, cada aventura é uma viagem sem volta, vão, mas nenhum regressa

Ah!! Deus porque me deste tu os sentidos?
Ah! Sentido tu que não me apresentas os perigos

E tu ouvido para quê que me serves tu?
Se não consegues alertar me da aproximação dum par de salto alto

Então tu olfacto, tu que só pensas na gula, no meu ver
Não és capaz de sentir o perigo num belo cheiro da mulher

esse paladar é um inútil, és um traidor
quantas vezes, mas quantas vezes te avise para não os provar
provar essa tão cobiçada maça, uhhh e que lábios
tornei me num condenado e vaguearei pelo delírio, um campo de liríos

Ah!! Visão, coitado de ti visão
Devias ser o meu espião, mas és um mentiroso
Porque te iludes com tão pouco, ahh!! e que pouco
Porque não foges tu, porque congelaste as pernas
Porque paraste os minutos e paraste as horas

Oh meu maior traidor, há coração, coração de ninguém
coração que não me obedece, coração que não sai do cacem
só existes para me complicar a vida, há coração
porque nunca das ouvidos a veterana razão

Oohhh deus, tu és o maior culpado de todos
Como foste capaz de por sobre o mesmo tecto os caos e os gatos
Compreendo porque fizeste o homem, agora a mulher, ah mulher
Bendita sejas voz entre os homens, bendita seja o nosso fruto, mulher
Ah, será que te culpo ou será que te agradeço? És a questão
Porque criar a perdição quanto tens a rendição?
Porque criar um publico tão atento, tão dedicado, tão necessitado e tão perdido
No tempo e espaço criaste uma ilusionista tão verdadeira, pura e com amor ao mendigo
Aaahhh!! Mulher, mulher
Eu não sou nada sem ti
Não vejo nada sem ti
Não sinto nada sem ti
Não acredito em nada sem ti
Eu não seria o MP
Neste mundo sem ti

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