segunda-feira, 16 de março de 2009

A diferença dos que habitam num céu sem limite


No alicerce das nossas dúvidas reside a noite que pertence à lua e o dia que se rendeu ao sol


Nos nossos sonhos mais profundos planeámos ao pormenor acasalar o sol e a lua

Mas até nos nossos sonhos, num refúgio só nosso, onde nós somos a lei, o alpha e o ómega, o princípio e o fim, eles teimam em não se misturarem

Por outro lado porquê mistura-los?

Elas são o oposto, diferentes, provém de lugares diferentes, têm tamanhos, perfis diferentes, cor, cultura, e ideias diferentes, mas cada um é essencial ao nosso mundo, a nossa sobrevivência.

Poderia o Homem viver sem o sol? Sem a lua?

Cada um tem a sua função, em tempos diferentes, mas habitam no mesmo lugar, como Homens diferentes num só mundo, com ideais, culturas, carácter, tamanhos, sonhos, ar, cor e origens diferentes.

No entanto teimam em se moldar a uma sociedade em degradação, em serem espelhos dos reflexos uns dos outros, em serem iguais.

Talvez por medo de serem únicos, de pensarem diferente ou simplesmente da solidão, ou quem sabe o desejo e a vontade de serem aceites e compreendidos por uma sociedade que nem eles próprios compreendem e aceitam.

Mas hoje, por apenas hoje eu choro, sim eu choro, sim choro por todos aqueles que nunca tiveram oportunidade de chorar por mim. Choro pelo meu direito de ser único, de ser aceite e compreendido, choro pelo meu direito de ser diferente e pela ânsia de ser uma estrela em alto céu.

Mas por breves segundos sorrio… sim eu sorrio… porque mesmo que não me oiçam a chegar, mesmo que não me sintam entrar, e muitas vezes duvidem da minha presença, eu quero e estarei sempre aqui…

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